A Polícia Civil do Tocantins protocolou nesta quarta-feira (5) o pedido de prisão preventiva do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e de Kathellen Moreira, pai e madrasta de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. A criança foi encontrada morta dentro da residência onde morava com o casal, na região norte de Palmas.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Igor procurou a 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil na tarde de segunda-feira (3) para comunicar a morte do filho. Na ocasião, o advogado relatou inicialmente que o menino teria sofrido um afogamento na residência e afirmou que havia encontrado a criança sem vida pela manhã.
A versão apresentada pelo pai passou a ser analisada durante a investigação. A perícia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML), porém, apontou que a morte não teria ocorrido de forma natural. O laudo indicou que Gustavo sofreu múltiplas agressões e violência sexual antes de morrer.
Com o resultado dos exames, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do crime e identificar a responsabilidade dos envolvidos. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Entenda o caso
Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi localizado morto dentro da casa da família na manhã de segunda-feira (3), em Palmas. Após comunicar o ocorrido às autoridades, o pai prestou informações iniciais à Polícia Civil, que iniciou as diligências e encaminhou o corpo da criança ao Instituto Médico Legal para exames.
O laudo pericial revelou a presença de lesões provocadas por violência, além de sinais de abuso sexual. A partir das conclusões da perícia, a investigação passou a apurar a morte como consequência das agressões sofridas pelo menino.
O pedido de prisão preventiva do casal foi apresentado pelo delegado Eduardo Menezes à Justiça do Tocantins nesta quarta-feira (5). A medida tem como objetivo garantir o andamento das investigações enquanto a Polícia Civil reúne elementos para esclarecer a dinâmica do crime.
Além da apuração criminal, o caso também resultou em uma medida disciplinar contra o advogado. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) informou que determinou a suspensão cautelar de Igor Gustavo Veloso de Sousa do exercício da advocacia.
De acordo com a entidade, a decisão possui caráter preventivo e permanecerá em vigor até a instauração e análise do procedimento disciplinar pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED), garantindo ao advogado o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.





