Viih Tube e Eliezer divulgaram neste domingo (2) o primeiro de três vídeos previstos no acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) após a repercussão do reality “As Patroas”. O conteúdo aborda o combate ao trabalho análogo à escravidão e orienta sobre como denunciar casos de exploração de trabalhadores domésticos.
A publicação faz parte do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado pelo casal para encerrar a investigação relacionada ao programa exibido nas redes sociais. No vídeo, os influenciadores explicam situações que caracterizam violações de direitos trabalhistas e reforçam a importância das denúncias ao MPT.
Além da produção dos três conteúdos educativos, o acordo determina o pagamento de R$ 350 mil por danos morais coletivos e a retirada de todos os vídeos do reality das plataformas digitais. O casal também se comprometeu a não produzir novos conteúdos que exponham empregados domésticos ou outros trabalhadores a situações consideradas vexatórias ou constrangedoras.
O TAC ainda estabelece que qualquer participação de funcionários em futuras produções deverá ocorrer de forma voluntária, mediante autorização formal e sem qualquer prejuízo profissional em caso de recusa. O descumprimento das cláusulas poderá gerar multa de R$ 50 mil por infração, além de R$ 5 mil por trabalhador afetado.
Apesar do caráter educativo da publicação, o vídeo gerou reações divididas nas redes sociais. Enquanto alguns internautas consideraram positiva a iniciativa de conscientização, outros criticaram o casal e questionaram a forma como o tema foi abordado.
A controvérsia começou após o lançamento do reality “As Patroas”, que mostrava funcionários da residência de Viih Tube e Eliezer participando de provas em troca de prêmios em dinheiro. Algumas dinâmicas foram alvo de críticas por suposta exposição humilhante dos trabalhadores, levando à atuação do Ministério Público do Trabalho e ao encerramento definitivo do projeto.








