Os Estados Unidos planejam destinar US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5 bilhões, em assistência na área de segurança à Colômbia durante o novo governo de Abelardo de La Espriella. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (7) pelo Departamento de Estado americano, que informou que a proposta ainda será conduzida em conjunto com o Congresso dos Estados Unidos.
O pacote integra uma nova etapa da relação entre Washington e Bogotá e deverá apoiar ações consideradas prioritárias pelos dois países. Entre os principais objetivos estão o enfrentamento ao narcotráfico, o combate a organizações criminosas e o fortalecimento das forças de segurança colombianas.
De La Espriella assumiu a Presidência nesta sexta-feira, aos 48 anos, após vencer o segundo turno das eleições realizado em junho. Sem experiência anterior em cargos eletivos, o novo presidente chegou ao poder defendendo uma política mais rígida contra grupos armados e o tráfico de drogas, além de uma redução significativa da estrutura do Estado.
Durante a cerimônia de posse, o presidente afirmou que pretende recuperar a autoridade do governo e declarou que organizações criminosas terão de se submeter às instituições colombianas ou enfrentarão uma reação das forças de segurança. Em discurso realizado para militares em Cali, ele também disse que as tentativas de negociação de paz com grupos armados chegaram ao limite.
Uma das principais propostas do novo governo é ampliar a erradicação das plantações de coca, matéria-prima utilizada na produção de cocaína. De La Espriella defende o uso de herbicidas por meio de operações aéreas e afirma que a medida poderá ser adotada sem riscos à população ou ao meio ambiente.
O presidente colombiano também anunciou a intenção de integrar o país ao Escudo das Américas, iniciativa criada pelo governo de Donald Trump. A aproximação com Washington marca uma mudança em relação ao período do ex-presidente Gustavo Petro, que manteve uma relação marcada por confrontos públicos com Trump.
Durante o governo Petro, as divergências entre os dois países se intensificaram em temas como a guerra em Gaza e operações militares americanas no Caribe. O novo governo colombiano, por outro lado, sinaliza uma aproximação com os Estados Unidos justamente em áreas consideradas estratégicas, como segurança, combate ao tráfico internacional de drogas e atuação contra organizações armadas.





